sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Pesquisadores encontram fósseis de 1,8 milhão de anos na Bahia


Mário Bittencourt
Do UOL, em Vitória da Conquista (BA)

Pesquisadores confirmaram que foi encontrado em um sítio paleontológico situado em Guanambi, no sudoeste da Bahia, fósseis de animais que viveram na terra num período que varia entre 10 mil a 1,8 milhão de anos.
Dentre os achados, estão a costela de um bicho preguiça que podia chegar a 6 metros de altura, pedaços da carapaça de um parente do tatu e um dente que, provavelmente, é de um cervo.
A novidade foi divulgada esta semana por pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, que fizeram convênio com a estatal Valec para estudar a área por onde passará a Fiol (Ferrovia de Integração Oeste Leste), cuja construção é de responsabilidade da empresa.
A equipe, composta por dois doutores em paleontologia e duas estudantes, escavou a área durante três dias na semana passada. Alguns fósseis, principalmente dentes, possibilitaram a identificação imediata das espécies, informaram os pesquisadores.
Os fósseis ficarão na Coleção de Paleontologia da universidade, onde serão alvo de mais estudos. Ao todo, há três sítios no local, onde já foram localizados dezenas de pedaços de ossos e dentes.
A coordenadora do projeto, Carolina Scherer, disse que "a tarefa consistiu em resgatar os fósseis de um local muito fragmentado". Essa foi a primeira busca considerada regular pelos pesquisadores.
"A população local cavou com máquina um tanque para armazenamento de água e deixou ao lado o material descartado", declarou, explicando que foi no meio dos descartes que os fósseis foram encontrados.
No próximo mês a equipe deve retornar ao local para realizar mais buscas. A expectativa é de que dentro do tanque possam ser encontrados mais fósseis e em condições melhores de serem estudados.
As buscas, porém, só serão possíveis quando não mais houver água no tanque, o que pode acontecer dentro de alguns meses, devido a seca que atinge a região nessa época do ano.
Segundo os pesquisadores, em paralelo às atividades práticas será iniciado um ciclo de palestras para a população e também para operários que trabalham na construção da Fiol, a fim de que sejam capazes de reconhecer o que é fóssil e saibam de sua importância.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2014/01/23/pesquisadores-encontram-fosseis-de-18-milhao-de-anos-na-bahia.htm 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O espanhol que passou 50 anos construindo uma catedral com suas próprias mãos

Uma enorme catedral de torres altas e uma cúpula magnífica se ergue lentamente no município de Merorada del Campo, a 20 km de Madri, Espanha. Isso parece uma situação comum e recorrente, mas não é; a construção do edifício tem sido executada ao longo de 50 anos - tijolo por tijolo - por um único homem: Justo Gallego Martínez, agricultor, ex monge e arquiteto autodidata de 88 anos de idade.
Veja sua história e imagens da "obra de sua vida" a seguir.
Sem conhecimento previo de arquitetura e sem nenhuma experiência na indústria da construção, Justo passou cinco décadas recolhendo lixo e resíduos de materiais de construção para construir a estrutura de 50 x 25 metros de superfície e 60 metros de altura em sua torre mais alta.
Depois de trabalhar como agricultor e toureiro, Gallego passou oito anos em um monastério - o convento de Císter, em Santa María de Huerta - e se viu obrigado a abandoná-lo quando foi atingido pela tuberculose em 1961. Foi assim que, para honrar a Virgem Maria, começou a construção de uma capela que ele descreve como seu grande ato de fé. O antigo monge diz que se não fosse pela doença nunca teria tido forças para tentar construir uma catedral.
Apesar do ceticismo dos habitantes da cidade, Don Justo - como o chamam os vizinhos - conseguiu notavelmente avançar na construção sem usar nem mesmo um guindaste, e recebeu apenas ajuda de alguns amigos operários. O processo teve início sem nenhum tipo de permissão - porque tinha certeza que não conseguiria -  em um terreno de 4740 m² herdado de seus pais que hoje vale mais de um milhão de euros.

A Catedral
As grandes colunas da estrutura são feitas de tambores de óleo vazios, enquanto o revestimento de uma das cúpulas é feito de tubos descartados. Os arcos são de pneus de caminhões e ônibus, e o restante do edifício é composto de madeiras e tijolos recolhidos de outras obras em demolição. Recebeu presentes como as portas de ferro e recortes de vidro para fechar as aberturas. Sua inspiração vem da Basílica de São Pedro, com sua enorme cúpula central à vista, além de procurar alguns livros de castelos e igrejas europeias.
Há alguns anos comentou à BBC: "Quando vejo o que criei, agradeço ao Senhor. Se pudesse viver minha vida outra vez, gostaria de construir esta mesma catedral, mas duas vezes maior, porque para mim este é um ato de fé".
A igreja nunca recebeu permissão de construção e, embora talvez nunca possa ser utilizada, as autoridades permitiram que continue, já que se tornou uma atração turística da cidade. Recentemente, Justo Gallego recebeu doações de organizações alemãs e protagonizou a publicidade da bebida energética Aquarius, empresa que pagou 40 mil euros para contar sua história inspiradora, além de organizar uma campanha para arrecadar fundos através de mensagens de texto.O edifício foi exposto no Museu de Arte Moderna de Nova York e seu autor foi entrevistado pelas maiores redes de televisão mundial.

* Referências: Daily Mail UK, BBC / Fotografias via Panoramio, Usuário S. Marino; Via Flickr, Usuário Guillermo Malon

Mais imagens da obra e vídeo sobre o autor da obra, no link abaixo:

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-171654/o-espanhol-que-passou-50-anos-construindo-uma-catedral-com-suas-proprias-maos 



 











Justo Gallego no interior de sua Catedral. Imagem © AP Images  





















© AP Images





















© S. Marino 
















© Richard Morley

Alguns dos lugares abandonados mais fantásticos e assustadores do mundo

Alguns dos lugares abandonados mais fantásticos e assustadores do mundo

É de Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote, uma das frases mais famosas dos países latinos:

“Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay” (Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem)

É mais ou menos o caso da maioria dos locais abandonados apresentados neste posts, é claro que eles não são assombrados, fantasmas não existem, mas eu queria saber quantos de vocês, honestamente, entrariam em algum deles sem sentir um pingo de medo, e com os sentidos tão apurados, que seriam capazes de escutar uma pena caindo no chão .

Eu por exemplo, só entraria no SS América, o navio que está acima ilustrando o post, se fosse para ganhar uma soma de dinheiro que desse para me sustentar por vários e vários anos…

E você, encararia estes locais, ou amarelaria?
 
1. Pripyat, Ucrânia

Pripyat, uma cidade de cerca de 50.000, foi totalmente abandonada após o desastre nuclear de Chernobyl, em 1986. Devido à radiação, foi deixada intocada desde o incidente e deverá permanecer assim por mais alguns milhares de anos. A natureza agora governa a cidade, que se assemelha ao cenário de um filme apocalíptico.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Mirny Diamond Mine – Sibéria Oriental, Rússia 
Segundo maior buraco feito pelo homem, Mirny foi construído por Stalin para satisfazer a demanda da União Soviética por diamantes industriais. Esforços adicionais de escavação foram eventualmente abandonados quando obviamente difícil aumentar ainda mais o buraco.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Casa de Fazenda- Seneca Lake , New York 
Esta casa abandonada no estado de Nova York também serve de cemitério para muitos carros antigos que atualmente não passam de carcaças.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. Ryugyong Hotel – Pyongyang, a Coreia do Norte 
O Ryugyong Hotel é uma verdadeira demonstração da loucura norte coreana. A construção deste hotel de 105 andares, começou apenas alguns anos da fome assolar o país. Por 16 anos sua construção foi abandonada, até que em 2008 ele foi revestido com o equivalente a US$150 milhões em vidro. Estrangeiros reportam que, apesar do hotel parecer pronto por fora, o interior está abandonado e incompleto.
 
  

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. Willard Asylum – Willard , New York 
O Manicômio Willard para Loucura Crônica, foi construído em 1869 e fechado em 1995. Em seu auge chegou a ter 4.000 pacientes, e mais da metade dos 50.000 pacientes morreram durante a internação. Isso faz com que o necrotério do manicômio seja um dos locai mais arrepiantes lugares que pode-se imaginar. Quando foi fechado, a maioria de seus pacientes foi reintegrada à sociedade, mas nos primeiros tempos do asilo, os pacientes só saiam de lá, em caixões.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. Casa OVNI de Sanzhi – San Zhi, Taiwan 
Quando começaram a ser construídas, em 1978, a ideia era a de vender estas casas para oficiais militares dos Estados Unidos. Em 1980, o trabalho foi interrompido quando a construtora quebrou.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. Six Flags Jazzland – New Orleans, Louisiana 
Severamente danificado pelo furacão Katrina, Six Flags Jazzland está abandonado desde então. Várias das montanhas ainda estão de pé, como um testemunho da resistência de Nova Orleans. Várias empresas têm planos para desenvolver o parque, mas até que alguma delas concretizem tais planos, ele permanecerá como o cenário perfeito para um filme de terror .
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. Parque Viagens de Gulliver – Kawaguchi, Japão 
Construído na sombra do Monte Fuji, este parque temático foi inaugurado em 1997. Apesar da ajuda financeira do governo japonês, em menos de 10 anos ele foi abandonado.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9. Bannerman Castle – Pollepel Island, New York 
Proprietário de Bannerman Castle, Francis Bannerman VI , construiu a estrutura como espaço de armazenamento depois de comprar o excedente militar americano da guerra com os espanhóis. Em 1920 90 Kg de munição explodiram no local, destruindo uma grande parte do castelo, que foi, então, abandonado.
 
 
  

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10. Disney Discovery Island – Lake Buena Vista, Flórida 
Construída originalmente como uma atração com exemplares de vida selvagem no coração da Disney World, ela foi abandonada sem maiores explicações. Há boatos de que o motivo foram bactérias capazes de matar seres humanos encontradas na água do local.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Segue, no link abaixo, o restante da lista, ao todo são 38 lugares:
 

Segunda maior cidade alemã inicia plano de mobilidade para tirar carros das ruas

Hamburgo, no norte da Alemanha, está começando a por em prática um plano para ligar as maiores áreas verdes do município através de ciclovias e vias para pedestres, possibilitando o deslocamento por toda a cidade sem a necessidade de automóveis
Por Jéssica Lipinski, no Carbono Brasil 

A chamada Rede Verde (Grünes Netz) deve ser construída nos próximos 15 a 20 anos e as vias para pedestres e bicicletas ligarão todos os parques, reservas, playgrounds, jardins comunitários e cemitérios dos sete distritos do município, que correspondem a 40% da área total de Hamburgo. Aumentando o número de ciclovias e vias para pedestres e diminuindo o acesso dos carros, espera-se que a utilização de automóveis seja reduzida substancialmente.
Atualmente, Hamburgo é considerada uma das melhores cidades para se viver no mundo, mas um de seus pontos fracos é o transporte: seus oito milhões de residentes têm como principal meio de locomoção os veículos particulares.
“Outras cidades têm anéis verdes, mas a Rede Verde de Hamburgo será única, cobrindo da área de periferia ao centro da cidade. Em 15 a 20 anos será possível explorar a cidade exclusivamente de bicicleta e a pé”, colocou AngelikaFritsch, porta-voz do departamento de planejamento urbano e meio ambiente de Hamburgo, ao jornal The Guardian.
“Para garantir que o plano integre toda a cidade, uma equipe trabalhará com uma pessoa de cada um dos sete distritos da região metropolitana. Unir esses espaços garantirá que todos os residentes poderão desfrutar de acesso à natureza e de um passeio sustentável”, afirma o plano.
Além disso, ainda mais áreas verdes serão acrescentadas, aumentando para sete mil hectares esses locais na cidade e imediações, que, além de servirem de vias para os pedestres e ciclistas, permitirão a realização de outras atividades de lazer, e serão utilizados até mesmo para conectar habitats de animais silvestres, permitindo que eles cruzem o município sem o risco de serem atropelados.
“[A Rede Verde] oferecerá oportunidades às pessoas de caminhar, nadar, fazer esportes aquáticos, desfrutar de piqueniques e restaurantes, vivenciar e observar a natureza e a vida selvagem bem no meio da cidade. Isso reduz anecessidade de pegar o carro para passeios de fim de semana fora da cidade”, observou Fritsch.
Dados do Escritório Climático do Norte da Alemanha do Instituto para Pesquisas Costeiras afirmam que, nos últimos 60 anos, a temperatura média do município aumentou em 1,2ºC para uma média de 9ºC. Nesse mesmo período, o nível do mar em Hamburgo aumentou 20 centímetros, e prevê-se que aumentará outros 30 centímetros até 2100.
Por isso, além de contribuir para aumentar a qualidade de vida da população, o plano visa ajudar no combate às mudanças climáticas – reduzindo as emissões do setor de transporte – e diminuir o risco de enchentes, que aumentou com a elevação do nível do mar.
Felizmente, a cidade não é a única a adotar essa estratégia; Copenhagen, capital da Dinamarca, também tem projetos para desenvolver um planejamento urbano mais sustentável e que combata as mudanças climáticas.
Uma das ações do município dinamarquês, por exemplo, será desenvolver ruas levemente convexas, para que a precipitação não se acumule nas vias e escorra para o meio-fio, onde será coletada. Um dos efeitos das mudanças climáticas em Copenhagen será o aumento no número e intensidade de chuvas e tempestades.
A ideia é que o plano de adaptação climática da cidade, que recentemente ganhou o prêmio Index Design Award, fique pronto até 2033. Atualmente, o município já é conhecido por ter um dos sistemas cicloviários mais abrangentes do mundo.
“Essas medidas contribuirão para uma maior qualidade de vida em Copenhagen. Temos que considerar o que constituirá uma cidade de sucesso no futuro”, comentou Morten Jastrup, analista do Sustainia, um centro de pesquisa da capital dinamarquesa.

Fonte: http://revistaforum.com.br/blog/2014/01/segunda-maior-cidade-alema-inicia-plano-de-mobilidade-para-tirar-carros-das-ruas/ 

















(Foto: Prefeitura de Hamburgo/Envolverde)













Vista da cidade de Hamburgo

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Com participação de ministro, Sítio Histórico é aberto ao público no Acre

O Sítio Histórico Quixadá, cidade cenográfica em que foram gravadas cenas da minissérie 'Amazônia - De Galvez a Chico Mendes' , foi aberto ao público na manhã desta quinta-feira (23). O evento contou com a participação do ministro do Turismo,  Gastão Vieira, que está em visita ao Acre para cumprir uma agenda de compromissos.
Essa é a primeira vez que o ministro do turismo visita o estado. No Sítio Histórico Quixadá, o ministro foi recepcionado por figurantes caracterizados com roupas de época. Ele fez um pequeno tour pelo lugar, que no passado foi sede de seringais durante a revolução acreana e a era da borracha.
Vieira afirma que como visitante, ficou impressionado com o que viu. "É um prazer estar aqui, vocês conseguiram me passar sem que eu tivesse visto, a ideia do que estavam fazendo. O apoio do Ministério é uma consequência da vibração dos próprios acreanos", disse.
O governador Tião Viana acredita que espaços como esse são importantes para mostrar a cultura acreana para o mundo. "De sentimento, de mostrar a nossa nação para o mundo. Isso começa por todos os estados, todos as localidades e ele [o ministro] tem apoiado o Acre", afirmou.
Logo depois, o ministro participou da assinatura da ordem de serviço para a construção do Centro Popular de Compras, conhecido por Shopping Popular.

Sítio Histórico
O ponto turístico, localizado no km 20 da estrada do Quixadá, pretende misturar a ficção com realidade, já que o espaço foi sede de seringais tradicionais durante a Revolução Acreana e a Era da Borracha. Revitalizado e transformado em museu, o Sítio Histórico Quixadá terá seu espaço aberto para o público. O local deve oferecer além da área de turismo cultural, restaurantes, brinquedoteca, trilha para caminhada, redário, museu e passeio de canoa.
A intenção do governo estadual é que o espaço apoie as comunidades tradicionais e promova a autonomia social e cultural dos habitantes da área através do turismo. O objetivo é garantir a preservação do patrimônio edificado, como a cidade cenográfica, além de preservar o meio ambiente e as memórias da trajetória histórica acreana.
Colaborou Shara Alencar, da TV Acre. 

Fonte: http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2014/01/com-participacao-de-ministro-sitio-historico-e-aberto-ao-publico-no-acre.html 

















Ministro do Turismo, Gastão Vieria, no centro da foto em visita ao Acre (Foto: Reprodução/TV Acre)

















Sítio Histórico Quixadá, no Acre, foi aberto ao público nesta quinta-feira (Foto: Reprodução/TV Acre)

Centro Histórico de Macapá tem ao menos 30 patrimônios, aponta estudo

















Mercado Central de Macapá inaugurado em 1953 com traços no colonialismo (Foto: Abinoan Santiago/G1)
 
O Centro Histórico de Macapá possui atualmente ao menos 30 patrimônios. É o que aponta um levantamento realizado por um grupo de pesquisa da Universidade Federal do Amapá (Unifap), denominado 'Memórias Urbanas'. No trabalho, professores e alunos buscam o resgate dos patrimônios da cidade, que completa 256 anos em 4 de fevereiro e participa de uma série de reportagens de aniversário no G1.
“Não entendemos o patrimônio apenas como uma edificação, mas sim como um processo de importância daquele prédio”, disse a coordenadora do 'Memórias Urbanas', a arquiteta e professora Eloane Cantuária. 
O integrante do grupo de pesquisa, professor José de Vasconcelos, explicou que o número de patrimônios é considerado elevado e deve-se ao fato de não incluir apenas edificações antigas, a exemplo de prédios construídos a partir da criação do ex-Território Federal do Amapá, em 1943. 

















Praça Veiga Cabral, no Centro Histórico de Macapá (Foto: Arquivo/Memórias Urbanas)

Paralelo ao número considerado expressivo, as pesquisas mostraram uma preocupação, segundo o grupo: dos prédios antigos de Macapá, desde a fundação em 1758, poucos com características de arquitetura colonial ainda resistem ao tempo, a exemplo do Mercado Central, que mesmo sendo inaugurado em 13 de setembro de 1953, ele foi construído com traços do colonialismo, na então gestão governador Janary Nunes.
“Do levantamento que fizemos para o Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Cultural] em 2008, cerca de 40% a 50% [dos prédios] não existem mais”, frisou Vasconcelos. 

















Colégio Amapaense registrado em 1953 ainda aguarda tombamento (Foto: Arquivo/IBGE)

Para manter os patrimônios antigos, o "Memórias Urbanas" busca levantar informações para subsidiar o tombamento dos prédios. “Fazemos pesquisas para que elas sirvam de base para o tombamento. Além de resgatar um olhar histórico e cultural da cidade”, reforçou Eloane.
Atualmente, na capital apenas a Fortaleza de São José é tombada. Ainda aguardam tombamento demais prédios tradicionais como o antigo Fórum da capital, Igreja São José de Macapá, Escola Barão do Rio Branco, Colégio Amapaense e Mercado Central. A construção dos prédios antigos de Macapá foi caracterizada pela arquitetura colonial, neocolonial e art déco.

















Escola Barão do Rio Branco possui características neocolonial (Foto: Arquivo/Memórias Urbanas)

"O amapaense ainda desconhece o patrimônio que possui, lembrando apenas dos históricos. Queremos mostrar um Centro Histórico, sim. Ele não é mais colonial, mas é da época do Janary Nunes. Queremos barrar a questão de patrimônio ser apenas histórico, mas também cultural. Além disso, ao longo das pesquisas, chegamos à conclusão que um dos maiores destruidores dos prédios antigos, é o próprio poder público, que deveria ser o responsável pela preservação", finalizou a coordenadora do Memórias Urbanas.

Fonte: http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2014/01/centro-historico-de-macapa-tem-ao-menos-30-patrimonios-aponta-estudo.html 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

‘Teatros do Rio’ ganha prêmio no Rio

Livro do cenógrafo e diretor de arte José Dias traça panorama inédito da arquitetura cênica das casas de espetáculos do Estado do Rio de Janeiro, além de analisar a atividade teatral no período colonial

O livro Teatros do Rio – do Século XVIII ao Século XX, de José Dias, Edições Funarte, foi premiado com o Prêmio Cesgranrio de Teatro.  O anúncio foi na terça-feira (21/01), durante a cerimônia da primeira edição da honraria, que reuniu personalidades do teatro, no Rio de Janeiro (RJ). O vencedor de cada categoria recebeu R$ 25 mil. No total, foram distribuídos R$ 300 mil, em prêmios.
José Dias venceu na Categoria Especial pelo lançamento de Teatros do Rio, concorrendo com Alonso Barros (coreografia de Elis – a musical); José Polessa Dantas (tradução de Quem tem medo de Virgínia Wolf); Lídia Kosovski (curadoria da exposição À mão livre, em homenagem a Luis Carlos Ripper); e Márcia Rubim (direção de movimento de Incêndios).
Teatros do Rio – do Século XVIII ao Século XX foi lançado em maio de 2013 pela Fundação Nacional de Artes. Com prefácio de Bárbara Heliodora, o livro tem 744 páginas e está à venda na Livraria Mário de Andrade, no térreo do Palácio Gustavo Capanema, Centro do Rio (Rua da Imprensa, 16). O preço é R$ 70,00.

Leia mais

Fonte:  http://www.funarte.gov.br/artes-integradas/%E2%80%98teatros-do-rio%E2%80%99-ganha-premio-no-rio/

















A atriz Ilva Niño e José Dias