quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Arquitetos do Brasil!CAU é Sancionado pelo Presidente Lula

Saiu no site da Asbea (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura):
VITÓRIA HISTÓRICA - CAU é sancionado pelo Presidente da República
Após 52 anos de luta, arquitetos e urbanistas conquistam o direito a um Conselho próprio.

http://www.asbea.org.br/escritorios-arquitetura/noticias/cau-e-sancionado-pelo-presidente-da-republica-206219-1.asp

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

11 de dezembro - Dia do Arquiteto

Parabéns a todos nós, arquitetos, que lutamos para projetar uma cidade mais humana, uma humanidade mais sustentável, uma residência mais aconchegante.
Como dizia o grande mestre Lúcio Costa:

"Arquitetura é antes de mais nada construção, mas, construção concebida com o propósito primordial de ordenar e organizar o espaço para determinada finalidade e visando a determinada intenção. E nesse processo fundamental de ordenar e expressar-se ela se revela igualmente e não deve se confundir com arte plástica, porquanto nos inumeráveis problemas com que se defronta o arquiteto, desde a germinação do projeto, até a conclusão efetiva da obra, há sempre, para cada caso específico, certa margem final de opção entre os limites - máximo e mínimo - determinados pelo cálculo, preconizados pela técnica, condicionados pelo meio, reclamados pela função ou impostos pelo programa, - cabendo então ao sentimento individual do arquiteto, no que ele tem de artista, portanto, escolher na escala dos valores contidos entre dois valores extremos, a forma plástica apropriada a cada pormenor em função da unidade última da obra idealizada.
A intenção plástica que semelhante escolha subentende é precisamente o que distingue a arquitetura da simples construção.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Câmara aprova criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo

Aprovado ontem (16/11), em caráter conclusivo - Rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário - o projeto de lei 4413/08, que cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo no Brasil (CAU).

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/151217-CAMARA-APROVA-CRIACAO-DO-CONSELHO-DE-ARQUITETURA-E-URBANISMO.html

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Patrimônio Histórico: O Dilema da Preservação

No mundo contemporâneo, discute-se muito a necessidade de preservação do patrimônio cultural, valorização do passado e memória coletiva das cidades. Esta necessidade do ser humano em preservar seu passado aplica-se não só ao acervo arquitetônico, mas a todas as formas de manifestações culturais de uma sociedade.
Por trás das formas construídas pelo homem, podem-se distinguir uma série de normas subjacentes, implícitas e geralmente inconscientes na mente coletiva que determinam os valores e as categorias do que é bom ou ruim, correto ou incorreto, belo ou espúrio, na produção de artefatos ou objetos culturais. Mas devido ao rápido e desordenado crescimento das cidades contemporâneas, com uma progressiva perda e descaracterização do patrimônio histórico, nos traz à tona um reflexão acerca da constante necessidade de transformação dos espaços urbanos, juntamente com implicações referentes à qualidade ambiental e preservação do patrimônio construído.As cidades não são locais onde apenas se ganha dinheiro, não servem apenas de dormitório e local de trabalho para seus habitantes.Nelas vivem seres humanos que possuem memória e são parte integrante da história.Por isso não passa despercebido pela população das cidades a destruição da casa de seus antepassados, de antigos bares, teatros e outros prédios de significativo valor.Toda essa destruição de bens culturais para dar lugar ao automóvel, aos gigantes de vidro e concreto, tornam as cidades feias, poluídas,sem emoção e seus habitantes perdem a identidade com o local onde vivem.
Segundo Walter Benjamim, a memória é constituída de impressões, de experiências e sua importância e significado especial está no fato de que ela é o que nós retemos e o que dá a nossa dimensão de sentido no mundo. A arquitetura e os lugares da cidade constituem o cenário onde nossas lembranças se situam e, na medida que essa arquitetura e esse lugar fazem alusão a significados simbólicos, evocam narrativas relacionadas às nossa vida, e assim, a maneira com entendemos nossa experiência no espaço, converte-se em nossa realidade e nos dá sentido ao mundo físico .
Definido o significado de patrimônio cultural, a falta de valorização deste, causada pela realidade econômica, social e política dos municípios do Vale do Rio Pardo põe em risco não somente a memória coletiva, mas também o poder de realização e de expressão verdadeiramente cultural da comunidade.
A notícia publicada no Jornal Gazeta do Sul em 06 de novembro do corrente, informa que existe um pedido de demolição e um outro de reforma, de residências constantes no inventário do patrimônio histórico e cultural de Santa Cruz do sul. Esta solicitação foi encaminhada ao Conselho Municipal de Planejamento (COMPUR) e ao CIPUR (Centro de de Pesquisa e Qualidade Urbana e Rural).Segundo informações do Secretário Executivo Dorli Pereira da Siva, o Conselho deve aprovar a demolição da referido edificação e também a reforma da outra residência.
A Lei Municipal n° 5.960, que institui os procedimentos para a proteção do patrimônio histórico e cultural de Santa Cruz do Sul, apresenta duas listas. A primeira lista contém 25 imóveis, alguns de preservação integral e outros de preservação parcial.No Capítulo II dessa lei, artigo 4°, parágrafos 1° e 2°, tem-se:
§ 1º Entende-se por preservação integral a conservação do imóvel em sua totalidade (volumetria, tipologia e estilo), devendo o bem sofrer apenas obras de manutenção e reparação.
§ 2º Entende-se por preservação parcial a conservação do imóvel que pode sofrer intervenções de supressão parcial, reforma ou ampliação, de maneira que tais obras respeitem a volumetria,
tipologia, estilo e fachada original da edificação.
Já o artigo 5° desse mesmo capítulo II, apresenta uma lista de 24 edificações, sobre as quais qualquer projeto de alteração, reforma, reparação ou demolição, dever ser precedido de precedido de requerimento dirigido à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, instruído por profissional habilitado, que será então analisado pelo CIPUR, o qual emitirá um parecer técnico, para então ser repassado ao COMPUR, o qual fará uma apreciação e manifestará sua opinião.
Art. 5º Nas edificações abaixo relacionadas qualquer projeto de alteração, reforma, reparação ou demolição deverá ser precedido de requerimento dirigido à secretaria municipal de planejamento e coordenação, e instruído com projeto assinado por profissional habilitado, que será analisado pelo CIPUR, que emitirá um parecer técnico a ser repassado, posteriormente, à apreciação e manifestação do COMPUR:
Neste artigo enquadra-se o caso da referida residência, a qual o proprietário - uma empresa de seguros de Lajeado e uma empresa de investimento de Porto Alegre - já encaminhou a solicitação de demolição ao CIPUR. A residência em questão, chamada de residência Henning, ao ser demolida, dará lugar a um empreendimento comercial.Não se tem conhecimento do projeto para opinar se é uma obra de valor arquitetônico significativo, talvez só depois de concluído possamos ter noção de seu valor para a cidade.O que se questiona é a perda de um bem cultural de grande valor e da perda de uma memória coletiva para a sociedade.
Amparados pela lei municipal, proprietários de bens de valor histórico e cultural estão demolindo as edificações para dar lugar a prédios comerciais, visando o lucro e a especulação imobiliária. A demolição deveria ser prevista nas leis sobre patrimônio somente em casos extremos, quando por exemplo, estiver com a estrutura comprometida e vier a causar riscos à população.Na grande maioria dos casos, uma reforma ou restauração, mantendo-se as características originais do projeto, ou até mesmo uma destinação pra novos usos, pode impedir a demolição e evitar o abandono destas edificações.Mas isto passa também por iniciativas do poder público no que diz respeito a educação patrimonial e incentivos fiscais aos proprietários de bens inventariados ou tombados.
Segundo Maria Beatriz Kother, da PUC-RS, a demolição do patrimônio histórico “é uma página apagada da nossa história”. Segundo ela, “perdemos muito cada vez que nosso patrimônio é demolido, descaracterizado ou mutilado”.Ao destruirmos nosso patrimônio estamos não somente perdendo qualidade de vida, mas também perda de cidadania e de senso de pertencimento aos locais e aos grupos comunitários.
Mesmo com uma legislação bem fundamentada, ainda existem muitos desafios a serem superado. Para Cristina Meneguello, da UNICAMP, Há um descompasso muito grande entre a legislação existente, com sua aplicabilidade e fiscalização, e a conscientização e educação patrimonial.A falta de políticas públicas eficientes, e também o descaso das autoridades, é outro fator complicador, pois mesmo imóveis, depois de tombados, começam a se degradar por falta de cuidados.
O patrimônio histórico, visto como um conjunto de bens e valores que representam uma nação deve ser entendido como a herança de um povo, na busca de uma valorização do passado e uma melhor compreensão do presente. O ser humano sempre necessitou do passado, seja nas lembranças de fotografias, nas ruas de uma cidade, nas lembranças de uma residência, de um praça, de um bar de esquina, de um teatro, de um cinema.Essas lembranças tem o poder de nos reconfortar e trazem sinais de proximidade, de um passado artístico.Os monumentos históricos funcionam como ícones desse passado atemporal, criação artística de tempos idos e simbólica no presente.E nossa memória, constituída de impressões, de experiências, é o que nós retemos e nos dá a dimensão do que percebemos e sentimos através de nosso lugar no mundo.Para finalizar, uma frase que exemplifica a dimensão e a importância do patrimônio histórico para uma sociedade:
“Um homem sem memória é um povo sem passado e sem futuro”. (autor desconhecido)

Bibliografia:

- Ortegosa, Sandra Mara - Cidade e memória: do urbanismo “arrasa-quarteirão” à questão do lugar – Artigo – Portal Vitrúvius – Setembro 2009.

- Almeida, Eneida de e Bogéa, Marta – Esquecer para preservar – Artigo Portal Vitrúvius – Dezembro 2007.

- Telles, Leandro Silva. Manual do patrimônio histórico. Porto Alegre: Escola Superior de Teologia São Lourenço de Brindes, 1977. 121 p. (Temas gaúchos; 2)

- Wink, Ronaldo. Santa Cruz do Sul: urbanização e desenvolvimento. 1. ed. Santa cruz do Sul: EDUNISC, 2002. 179 p.

- Núcleo Brasileiro de Estudos Walter Benjamin: http://www.uesc.br/nucleos/nbewb/dossie.html - acessado em 14/11/2010.

- Com Ciência – Revista Eletrônica de Jornalismo Científico: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=60&id=758 - acessado em 14/11/2010.

- Jornal Gazeta do Sul:
http://www.gaz.com.br/gazetadosul/noticia/245795-mudanca_na_lei_deve_resultar_em_obras/edicao:2010-11-06.html – acessado em 06/11/2010.

- Câmara Municipal de Santa Cruz do Sul: http://www.camarasantacruz.rs.gov.br//expediente/legislacaomunicipal.asp – acessado em 06/11/2010.

Eder Santos Carvalho
Encruzilhada do Sul, 16 de dezembro de 2010

domingo, 14 de novembro de 2010

Arquitetura e Poesia

Pesquisando sobre arquitetura, encontrei este editorial de Carlos Vogt (http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=60&id=757).
Reproduzo abaixo o editorial, que mostra um pouco da beleza da arquitetura.

O arquiteto, a cidade e o poeta
Por Carlos Vogt

Como arquitetar planos e não alturas,
fazer a casa ir sem novidade embora,
traçar a linha divisória da porta por-onde e da porta-contra,
juntar vazios que prometem vidas,
as ameaças em desconforto, fora?

É preciso no plano arquitetar o espaço
como se feito de um xadrez de ausências,
que rima oposições fora de compasso
e escala o tempo como um conta-gotas,
que pinga chuvas de concreto e aço.

Eu, sim, gosto da arquitetura nova,
mesmo quando gosto do poeta sem novidade
para dizer que tudo passa e tudo continua
no traço-muro que, se divide os quartos,
junta corredores para assombrar a lua.

A arquitetura do poema educa pela confissão da forma
quem nele vive, neste texto-casa,
vive à espreita, como em partitura,
do livro aberto feito dos silêncios
em que jaz a música para ser leitura.

Nada escapa à intenção do traço,
que por contornos delimita áreas,
que por extornos vão ficando aéreas,
plantam no chão novas geografias,
voam assentadas como doces feras.
Como o pedreiro, ao ajustar o prumo,
assenta as partes que farão do todo
parte outra vez de uma divisão do espaço
que ganha tempo pela permanência
do periódico no que é ilimitado.

A casa em que morou a nossa infância,
território desse país inexistente,
plena de paredes, labirintos e janelas,
revela sob a luz que as corta e queima
a nova paginação de histórias velhas.

Para o arquiteto-pedreiro-engenheiro-construtor
tornar o mundo justo, como lhe quer a poesia,
não é questão de justiça, nem de alegoria,
tampouco um compromisso retórico com a política;
torná-lo justo, dando-lhe justeza,
é considerar que o brutalismo,
que expõe de dentro a sua indústria em manufatura,
cozinha a forma como um depoimento
de que o pesado é leve,
o estendido é ponto,
o ágil é lento.

E a casa que com casas é texto e faz cidade,
não por acréscimo, soma, peças justapostas,
mas por sintaxe de insubordinação,
um dia, máquina de felicidade,
é um signo feito de concreto
que funde na matéria e na imagem
a cidade de fato com o fato de sua imaginação.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Fachada em Movimento

Vídeo mostra o dinamismo e o movimento da fachada no Showroom da Kiefer Technic, projetada pelo Escritório Austríaco Ernst Giselbrecht + Partners.
É interessante o movimento, o jogo de claro-escuro no interior do prédio e as várias composições que a fachada pode assumir.E também preenche todos os requisitos funcionais e físicos, como clima e resistência ao vento, proteção contra incêndio, proteção solar,etc.
As peças móveis são perfuradas, correm em trilhos presos a perfis metálicos,e são acionados através de 56 motores.O arquiteto diz ter-se inspirado nos origamis, a técnica de dobradura dos japoneses.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Prática da Arquitetura após a Formatura

Pesquisando no site da revista AU, deparei-me com essa crônica de Sérgio Teperman, discorrendo sobre as dificuldades dos arquitetos recém-formados em gerenciar os vários projetos presentes numa obra arquitetônica.
Boa leitura.

http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/199/cronicas-agudas-188885-1.asp

sábado, 9 de outubro de 2010

Ozy Teixeira – Um homem a frente de seu tempo

Ozy Teixeira nasceu em Encruzilhada do Sul a 12 de dezembro de 1896.Passou a infância no interior do município na fazenda Iruí, onde a sede é um belíssimo exemplar da arquitetura portuguesa.Faz seus estudos em Porto Alegre, onde começa no curso de Engenharia, mas acaba mudando para Direito, onde formou-se advogado.
De volta ao município, abriu um escritório de advogacia.Em seguida, filia-se ao Partido Republicano Rio-Grandense, onde depois elege-se vice-intendente.Em 1928, é eleito para o cargo de Intendente do município, até 1930, quando então é nomeado Prefeito, sendo assim o primeiro prefeito de Encruzilhada do Sul.
Sua administração caracterizou-se pela austeridade e planejamento, valorizando a saúde, a educação, as comunicações, a eletrificação e a urbanização da sede, sendo esta última de grandes realizações no município. Construiu a ponte sobre o Passo da Cria e a usina Hidrelétrica do Moinho do Corvo.Mas sua grande realização em termos urbanos foi a criação das duas praças centrais da cidade, responsáveis por imprimir a vila um caráter de cidade.
A primeira delas, em frente a Igreja, é o principal ponto de referência do centro da cidade.Executada pelo paisagista Alfonso Nidermeier, é uma praça com formas orgânicas, bastante arborizada, e juntamente com a Igreja Matriz forma o principal ponte de atração do centro.É bastante usada nos finais de semana, quando a população vai para o centro conversar e tomar chimarrão.No centro da praça, localiza-se a “Pira Municipal”, onde é aceso o fogo simbólico da Semana Farroupilha.Na época da inauguração tinha o nome de Júlio de Castilhos, depois passou a se chamar Praça Dr. Ozy Teixeira, em homenagem a seu idealizador.
A outra praça, Silvestre Corrêa, homenagem ao primeiro Intendente do município, é a praça que circunda a Igreja.Também de formas orgânicas, seu traçado foi alterado ao longo do tempo.Hoje além da Igreja, há um banheiro público, a caixa d’água que abastece a região central e uma pracinha infantil.Ozy Teixeira também foi responsável pela abertura de algumas ruas na cidade que começava a crescer.Homem com visão de futuro, previa o aumento do fluxo de veículos num futuro próximo, daí as ruas da região central serem largas, permitindo ainda hoje um fluxo seguro no trânsito.
Encerrada sua administração como prefeito em 1932, foi eleito vereador em outras duas oportunidades.Apaixonado pelo campo, fundou a Associação Rural e em 1938 organizou a 1° Exposição-Feira Municipal.Em 1949, foi presidente da Comissão Organizadora dos Festejos do Centenário de Municipalização de Encruzilhada.Participou também da criação e fundação da Escola Estadual Carlos Corrêa da Silveira.
Ozy Teixeira também foi um brilhante advogado, sendo admirado em todo o estado por seus companheiros de profissão.Falecido em 14 de setembro de 1971, deixou um grande legado ao município de Encruzilhada do Sul.

Bibliografia:

- Ozy Teixeira / org. Alice Therezinha Campos Moreira, Dione Teixeira Borges Moreira, Flávio Vinícius Campos Teixeira. – Porto Alegre: 1997.108p. – (Memória Encruzilhadense)
- Crédito das fotos em preto e branco: Acervo Dione Teixeira Borges Moreira.






















Ozy Teixeira aos 50 anos















Residência de Ozy Teixeira na infância















Residência de Ozy Teixeira na cidade
















Praça Dr. Ozy Teixeira na época da construção

















Praça Silvestre Corrêa na época da construção

















Vista da Praça Ozy Teixeira em direção à Igreja













Vista aérea da Praça Ozy Teixeira

domingo, 29 de agosto de 2010

Arquitetura de Exportação

Uma parceira entre a Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (Asbea) e a Agência Brasileira de Promoção e Exportação de Investimentos (Apex) promete levar a arquitetura local além das fronteiras. Em iniciativa pioneira, as entidades pretendem colocar em prática um conjunto de ações para buscar novos mercados no exterior para os arquitetos brasileiros. O projeto vem sendo desenvolvido desde agosto de 2008 e será lançado em breve.
Serão em torno de 25 ações de análise de mercado e promoção comercial.Esta ações identificarão oportunidades e dificuldades que impedem o exercício da arquitetura pelos profissionais brasileiros no exterior.
Inicialmente, as ações deveram ser feita em países como Panamá, Colômbia, Peru, Arábia Saudita, Índia, Emirados Árabes Unidos, Angola e Moçambique.
No link abaixo, a entrevista concedida pelo Arquiteto Ronaldo Rezende, presidente da Asbea, à Revista Projeto Design:

http://www.asbea.org.br/escritorios-arquitetura/clipping/entrevista-ronaldo-rezende-181107-1.asp

Fonte: SERAPIÃO, Fernando. entrevista Ronaldo Rezende. In. PROJETO DESIGN. Edição 366 Agosto de 2010.

II Fórum Estadual do Patrimônio Cultural

Acontece no Auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-RS, dias 27 e 28 de Setembro!
Vale a pena conferir!
http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=paginaInicialAc&Clr=1

http://www3.pucrs.br/portal/page/portal/fauuni/fauuniCapa/





















domingo, 1 de agosto de 2010

Patrimônio Histórico: Preservação x Modernidade

Preservar antigos centros ou partes de cidades históricas exige a revisão de conceitos como a preservação do patrimônio, o novo uso conferido a estas áreas e as diferentes interpretações que se fazem do passado histórico urbano. Temos também que levar em conta as diferentes utilizações propostas a estas áreas, bem como os usos que edifícios tombados assumem dentro da malha urbana.Hoje é complicado tratar todas essas questões, devido as suas complexidades, ainda mais se pensarmos apenas na preservação em si, sem se preocupar com o entorno e com todas as interpretações advindas de uma possível manutenção destas edificações.
Em alguns casos, os usos propostos pelos órgãos de preservação do patrimônio às edificações levam a uma elitização, e isso acaba por vezes gerando uma incompatibilidade com o tecido urbano e o crescimento da cidade. Com isso, então, impõe-se a reinterpretarão do passado.Uma busca completa deste passado histórico descontínuo e reconstruído pode conciliar a preservação do patrimônio com as questões trazidas pela globalização e modernização das cidades.Cita-se então como exemplo o uso turístico empregado nas edificações e a necessidade de se redefinir os centros urbanos em função das exigências do capitalismo financeiro.A preservação do Patrimônio e o tombamento afetam além do traçado urbano das cidades, também os usos desse locais.
Hoje, preservação, restauro e tombamento são o “prato cheio” da mídia e também da política, mas é preciso ter cuidado com essas questões, pois podem vir a interferir na identidade e pertencimento conferidos pelo patrimônio .Ao nos apropriarmos da história, ela não deve vir apenas como citação material do passado, mas trazendo também possibilidades de transformação.
Desde as primeiras conferências internacionais sobre conservação do patrimônio, estabeleceu-se uma tensão entre arquitetos que criticam a conservação, pois querem marcar seu espaço com novas construções, e os defensores da proteção das características da cidade contra o avanço do progresso urbano. Há ainda um terceiro grupo, dos proprietários que reivindicam o direito dos bens para uso próprio.
Em toda essa complexidade que envolve a conservação do patrimônio histórico, é necessário que se faça uma diferenciação do conceito de monumento e de monumento histórico. No livro A Alegoria do Patrimônio, Françoise Choay expõe a diferenciação entre os dois temas.Segundo a autora, o sentido de monumento é o de rememoração, para uma comunidade, de outras gerações de pessoas, eventos, ritos e crenças.Porém, esta função de memória aos poucos vai sendo apagada e o monumento vais aos poucos se tornado uma experiência estética, para então se tornar monumento histórico, um agente de embelezamento das cidades, do design público e dos estilos.
A noção de patrimônio histórico se constitui então contra o processo de urbanização dominante, em uma contínua reinterpretarão do que seria a cidade antiga. Esta necessidade pelo passado pode ser entendida então como nostalgia, memória, rememoração.Monumento históricos funcionam então como representação de um passado atemporal, criação artística do passado e simbolismo no presente.
As diferentes estratégias usadas pelos países na preservação e recuperação do passado muitas vezes são acusadas de causar um processo de gentrificação nos centros urbanos mais antigos, ou seja, muitas vezes ocorre o deslocamento de populações em função de outras mais aptas ao consumo cultural. Isto pode intensificar algumas desigualdades sociais e alterar os traços de identidade das cidades.
O patrimônio histórico necessita então de um tratamento mais lógico e informado do passado, para que não venha a ser substituído pelo consumismo cultural e turístico. O sucesso da preservação do patrimônio depende da percebermos que o espaço urbano deve ser dinâmico, onde os novos usos não eliminem o testemunho do antigo.A questão do patrimônio hoje tem sido historicizada como tradição cultural e discurso de projetos políticos de quem o promove.A idéia de patrimônio precisa ser vista como a construção de um saber, uma relação entre os indícios do passado e a vida social.Também necessita de uma discussão mais profunda sobre a inserção de projetos de requalificação, preservação e restauro em área públicas, pois estas intervenções podem ser positivas ou negativas, e sobretudo levando em conta os usuários, tendo-os sempre como referências fundamentais, pois a relação do indivíduo com o espaço que o cerca é o que mais influencia na sua forma de uso e significação do espaço em questão.

Eder Santos Carvalho
Encruzilhada do Sul, 01 de agosto de 2010.

Bibliografia:

MENEGUELLO, Cristina. A preservação do patrimônio e o tecido urbano. Parte 1: A reinterpretação do passado histórico. Arquitextos, São Paulo, 01.003, Vitruvius, ago 2000 .

MENEGUELLO, Cristina. A preservação do patrimônio e o tecido urbano. Parte 2: Manchester, Dublin e São Paulo: reflexões a partir de três estratégias para a recuperação do passado urbano. Arquitextos, São Paulo, 01.003, Vitruvius, ago 2000 .

SCOCUGLIA , Jovanka Baracuhy Cavalcanti; CHAVES, Carolina; LINS, Juliane. Percepção e memória da cidade:. O Ponto de Cem Réis. Arquitextos, São Paulo, 06.068, Vitruvius, jan 2006 .

CHOAY, Françoise. A alegoria do patrimônio. São Paulo: Estação Liberdade: UNESP, 2001. 282 p. ISBN 85-7448-030-4

sábado, 24 de julho de 2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Aniversário de Encruzilhada do Sul

Hoje, dia 19 de julho de 2010, Encruzilhada do Sul completa 161 anos de Emancipação Política.
Foi no distante ano de 1849 que Encruzilhada do Sul passou a ser reconhecida como município e teve autonomia política.Uma história que começa bem antes dessa data.
A seguir, os principais fatos que marcaram a história desse que é um dos municípios mais antigos do estado:
O primeiro nome do município foi Santa Bárbara de Encruzilhada, originando de uma homenagem á padroeira de um destacamento do Dragão Militar de Rio Pardo que mantinha um posto avançado nesta localidade a fim de garantir a defesa da Província das invasões espanholas.
Santa Bárbara de Encruzilhada foi elevada à cidade após um processo que durou aproximadamente 130 anos, quando passou pelas categorias de Freguesia e município.A seguir, alguns fatos marcantes na história do município:
1715- Instalam-se no Capivari, homens mandados por Brito Peixoto, fundador de povoado de Santo Antônio dos Anjos da Laguna, atual Laguna, em Santa Catarina.
1766- Uma vanguarda de missionários e índios chegavam à Aldeia Velha, deixando um sino, existente até hoje, com a inscrição em espanhol: " Documento mais antigo de nossa cidade.”
1770- Surgiram, na campanha, os primeiros estabelecimentos pastoris.
1774- As guardas e os primeiros povoadores de Encruzilhada lutaram ombro a ombro contra os espanhóis.
1780- Domingos Bittencourt, dono das terras onde hoje é Encruzilhada, doou uma pequena área, na atual feira do produtor, para ali ser construída uma Capela.
1781- Estava construído o templo sob a invocação de Santa Bárbara. Domingos Bittencourt ofereceu ao governo parte de sua propriedade para ali ser construída uma freguesia.
Logo após os acertos da troca, entre Domingos e o Governo, começaram a chegar os primeiros povoadores de Rio Pardo, São Paulo, Açores e Laguna. Estes pioneiros instalaram-se onde hoje existe a atual praça Barão do Quarai, onde abriram um caminho até a capela, transformando-se hoje na Avenida Rio Branco.
1784- Na campanha de Encruzilhada instalam-se os sesmeiros, graças a uma Relação de propriedade de Campos, feita pelo capitão Felisberto Pinto Bandeira, comandante do então distrito de Rio Pardo. Estava então a campanha de Encruzilhada, com um número bastante expressivo de estâncias.
1799- Aos 14 dias do mês de novembro, a pequena povoação é elevada à condição de Capela Curada.
1832- O comandante Domingos José de Araújo Bastos, propôs, na sessão do conselho geral de 22 de dezembro, a elevação de Encruzilhada à condição de Freguesia e desligar-se de Rio Pardo. Isto só ocorreria após 5 anos.
1835- Encruzilhada participa da longa guerra de 1835 (Revolução Farroupilha).
1837- Encruzilhada foi elevada à condição de Freguesia pela lei n° 6 de 17 de novembro de 1837.
1838- Combate de Barro Vermelho, em Rio Pardo, no dia 30 de abril, dois esquadrões compostos de Encruzilhadenses comandados pelo Major Francisco Ribeiro, tiveram parte saliente.
1840- No dia 26 de maio de 1840, o coronel Francisco Pedro de Abreu, o Moringue, invadiu Encruzilhada e encontrou a povoação deserta.
1843- No dia 04 de dezembro ocorreu aqui o chamado Combate de Encruzilhada. O combate travado resultou na derrota de Bento Gonçalves e na morte de Agostinho de Melo.
1844- 45- O Barão de Caxias nomeou o Tenente Coronel Joaquim Andrade Neves para comandante da Brigada Militar da Guarnição de Encruzilhada ordenando ao mesmo que se dirigisse para Encruzilhada com corpo de cavalaria sob seu comando e que aqui ficasse juntamente com forças de infantaria deixadas pelo Brigadeiro Santos Pereira.
Assim, em 28 de fevereiro de 1845, quando terminou a Revolução Farroupilha, Encruzilhada do Sul estava sob o domínio de uma grande força imperial comandada pelo Tenente Coronel Andrade Neves, futuro General e Barão do Triunfo.
1849- A lei n° 178 de 19 de julho de 1849, assinada pelo Tenente General Francisco José de Souza Soares de Andréa, dava autonomia política ao município.
1850- Instalada a primeira Câmara de Vereadores.
Foi também nesta época que as ruas da vila receberam, pela primeira vez, denominações oficiais.
1851- Ano em que Dom Feliciano José Rodrigues Prates, o Pároco local, recebeu o honroso título de 1° Bispo do Rio Grande do Sul. Com isto 1851 foi denominado o Ano da Igreja. Foi também neste ano que, no dia 4 de dezembro, saiu a lei n° 233 a qual dava autorização a Domingos José Machado para erguer na praça do cemitério. Hoje Praça Barão do Quarai, uma capela sob a invocação de Santa Cruz.
1857- Data de 26 de novembro de 1857, a lei Provincial que criou o núcleo colonial de São Feliciano, 5° distrito de Encruzilhada, hoje Dom Feliciano. Conta-nos os acervos históricos que os primeiros colonos eram de nacionalidade francesa.
1859- Neste ano o ensino começa ser prioridade para os encruzilhadenses.
Contratações de professores foram feitas, onde foi criada uma "Aula das Primeiras Letras, para o sexo feminino.
1870- Fim da guerra do Paraguai, onde muitos encruzilhadenses foram lutadores, dentre eles: Sidônio Silveira, Serafim Corrêa da Silveira e outros.
1887- Circulação do primeiro jornal editado no município, "A Encruzilhada", em 07 de dezembro, sendo que o responsável era José Rodolfo Taborda.
1900- Encruzilhada chega a população de 16.956 habitantes, com a área de 5100 km².
1910- Inauguração do Colégio Elementar, no governo de Padre Manuel Pacheco, hoje com a denominação de Borges de Medeiros.
1912- Ano da chegada do 1° automóvel da marca Humber. Também a instalação da luz elétrica e dos primeiros telefones.
Ano em que surge, em Encruzilhada, o futebol trazido por Hermes Dorneles da Fontoura, ainda menino. Também marca o aparecimento do cinema, considerando pelos encruzilhadenses o principal lazer, o qual cobrava uma entrada altíssima considerada aos produtos da época.
1928- Inaugurada a 1° linha do ônibus. O proprietário era Leonardo Schumam e ao lado de veículo foi pintado o dístico "Leão das Estradas".
1930- Foi nomeado como novo Prefeito da cidade o Dr. Armínio Silveira, após a nomeação de Francelísio Gonçalves Meirelles para ser subchefe da Polícia da Região, que havia assumido o cargo de prefeito porque o atual, Dr. Ozy Teixeira deixou o cargo.
1938- No dia 31 de março do corrente ano, Encruzilhada é elevada à condição de "Cidade".
1942- Dia 10 de setembro inaugura-se o "Altar da Pátria", no centro da Praça Júlio de Castilho "atual Praça Dr. Ozy Teixeira), que foi planejado pelo Dr. Ozy Teixeira, desenhado pelo artista Augusto Gabrieli e talhada por Fernando Romagnoli.
1945- Encruzilhada passou a chamar-se Encruzilhada do Sul.
1949- Ano em que se comemorou o Centenário de Emancipação Política do Município, aos 19 dias do mês de julho.

Bibliografia:

- Memória Encruzilhadense - Humberto Castro Fossa – Vol.3. Alice Therezinha Campos Moreira, Dione Teixeira Borges Moreira (org.). Porto Alegre. Evangraf - 2008
- Prefeitura Municipal de Encruzilhada do Sul:
http://www.encruzilhadadosul.rs.gov.br/historia-encruzilhada.htm

sábado, 17 de julho de 2010

Novo Museu de Arte do Rio de Janeiro

Projeto dos arquitetos Thiago Bernardes e Paulo Jacobsen para o novo Museu de Arte do Rio de Janeiro.
Abaixo, o link da revista Arquitetura & Construção com a entrevista da dupla falando sobre o projeto:

http://pro.casa.abril.com.br/page/momento-rio-de-janeiro

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Projeto de uma Escola

Este projeto foi meu trabalho da disciplina de Projeto III na universidade.
Abaixo, o link para acessar e ver os desenhos em pdf.








A seguir, fotos da maquete.











































domingo, 11 de julho de 2010

Por que Criticamos o Brasil

Nesta postagem, vou fugir um pouco de história e arquitetura.Recebi o texto abaixo por e-mail e resolvi compartilhar com os leitores do blog.Talvez ajude um pouco a mudar a forma como vemos o Brasil.
Não sei o nome da escritora, mas o texto ficou muito bom.Não que o texto venha a mascarar os problemas que enfrentamos hoje, e não são poucos, mas ajuda a sermos mais otimistas.

O que uma escritora holandesa falou do Brasil:
"Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.
Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO- 9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é 1º maior mercado de jatos e helicópteros executivos do mundo.
Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando..
É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada
Brasil!!"

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Enea 2010

34° Encontro Nacional de Estudantes de Arquitetura em Uberlândia, MG.
Abaixo vídeo com os temas do encontro.
Mais informaçãoes no site:
http://www.eneauberlandia.faurb.ufu.br/

domingo, 6 de junho de 2010

Explicações

Peço desculpas aos leitores desse blog pela falta de tempo para novas postagens, novos artigos, novos links e novidades.
Ultimamente, o trabalho e a faculdade tem consumido todo o meu tempo: trabalho, projetos, noites sem dormir projetando, vida de estudante de arquitetura.Aí não sobra tempo para atualizar o blog.
Mas em breve estarei postando novos artigos e novidades sobre história e arquitetura.
Espero a compreensão de todos e em breve teremos novidades no blog.
Eder Santos Carvalho

sexta-feira, 30 de abril de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Brasília - 50 anos de Arquitetura e Urbanismo

Brasília, o sonho utópico do Urbanismo Moderno e a concretização da Monumentalidade da arquitetura Brasileira completa 50 anos.
Moderna e planejada, Lúcio Costa a desenhou e Niemeyer arquitetou os ìcones que a levaram a ser Patrimônio da Humanidade.
Parabéns Brasília pelos 50 anos.
Mais informações sobre Brasília:
http://casa.abril.com.br/brasilia/

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Arquitetura e Decoração

C&C Casa e Construção lança Prêmio Top de Arquitetura e Decoração
Os primeiros colocados das categorias Profissionais e Estudantes terão a oportunidade de visitar a Feira de Milão. Haverá ainda prêmios como Notebooks e Workshops.
A C&C Casa e Construção, maior rede de materiais para construção, reforma e decoração do País, acaba de lançar o Prêmio Top de Arquitetura e Decoração, que será promovido entre os meses de dezembro de 2009 e junho de 2010. Com caráter exclusivamente recreativo e cultural, a premiação tem como objetivo estimular os profissionais e estudantes dos cursos de Arquitetura, Design de Interiores e Técnico em Edificações. Os projetos, que deverão estar dentro das modalidades Banheiro, Sala de Estar ou Cozinha, devem apresentar aspectos e idéias inovadoras. Os quesitos para a escolha dos melhores projetos são: Inovação, Criatividade, Originalidade, Funcionalidade/Praticidade, Solução Plástica/Beleza Estética, e Viabilidade Técnica. O primeiro classificado na categoria Profissionais e o primeiro da categoria Estudantes terão a oportunidade de conhecer a Feira de Milão – “Salone Internazionale del Mobile” em 2011, com passagem e estadia de uma semana, tudo garantido pela C&C. Os segundos colocados ganharão um notebook e os 30 primeiros da categoria Estudantes serão premiados com Workshops em Iluminação e Tintas.
As inscrições e entrega dos projetos podem ser feitas em qualquer unidade da C&C e o regulamento estará disponível no site da rede: http://www.cec.com.br/

domingo, 4 de abril de 2010

Coffee Fire Long

Mesa de Centro, produzida pela Planika Fires, comercializada no Brasil pela loja Bruno Milano.
A mesa possui um cilindro de vidro com chamas, tornando os ambientes mais aconchegantes e convidando para um gostoso café.
A mesa tem traços minimalistas e funcionais.É feita de madeira e pés de aluminio, e o vidro tem tecnologia Glassfire, próprio para altas temperaturas.








































segunda-feira, 29 de março de 2010

Prêmio Pritzker 2010

Os arquitetos japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, uma dupla elogiada por usar materiais de construção ordinários para criar estruturas etéreas, conquistaram o Prêmio de Arquitetura Pritzker 2010, anunciado neste domingo, 28, pelo júri.
Sejima, de 54 anos, e Nishizawa, de 44, se juntaram a nomes como Frank Gehry, Rem Koolhaas e Renzo Piano, ao receberem a honra máxima no campo da arquitetura em reconhecimento aos museus de arte, edifícios universitários e butiques sofisticadas que desenharam no Japão, Europa e Estados Unidos.
"Queremos fazer uma arquitetura que as pessoas gostem de usar", disse Sejima, referindo-se as estruturas da dupla para praças públicas, onde os visitantes podem andar livremente em grupos ou encontrar nichos confortáveis para passar o tempo. "O júri, de alguma forma, apreciou nossa forma de fazer arquitetura."
O júri de arquitetos, acadêmicos, escritores e designers do Pritzker premiou Sejima e Nishizawa por desenharem estruturas que se misturam em seus arredores para proporcionar cenários despretensiosos para as atividades que ocorrem em seu meio. "Eles exploram como poucos as propriedade fenomenais do espaço contínuo, leveza, transparência e materialidade", escreveu o júri. "Eles buscam as qualidades essenciais da arquitetura, que resulta em uma simplicidade muito apreciada, economia de recursos e domínio".
Entre os projetos mencionados pelo júri do Pritzker estão o translúcido e esguio prédio da Christian Dior no luxuoso bairro de Omotesando em Tóquio (Japão) e o Pavilhão de Vidro do Museu de Artes de Toledo, Ohio (EUA).
O júri também mencionou o recém-inaugurado Centro de Aprendizado Rolex do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, em Lausanne, uma estrutura ondulada de concreto e vidro, com imensos "buracos" (que lembram uma fatia de queijo suíço), que permitem a entrada de luz em grandes espaços abertos.
A dupla Sejima e Nishizawa já foi recebeu em 2005 o prêmio de artes visuais Rolf Schock, concedido pela academia real da Suécia. Sejima atualmente ocupa a direção da Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano, a primeira mulher a fazer isso.
A premiação formal do Pritzker ocorrerá em maio, na Ilha de Ellis, o histórico ponto de entrada da imigração do porto de Nova York. Sejima e Nishizawa vão receber US$ 100mil em prêmio e um par de medalhas de bronze. Antes deles, outros três arquitetos japoneses já foram laureados pelo Pritzker: Kenzo Tange, Fumihiko Maki e Tadao Ando.

Fonte: Estadão.com.br - http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,dois-arquitetos-japoneses-recebem-o-premio-pritzker-2010,530465,0.htm
















Ryue Nishizawa e Kazuyo Sejima

















Edifício Dior em Tóquio, 2003
















Escola de Design, Essen, Alemanha, 2003
















Centro de Estudos Rolex, Lausane, Suíça, 1999-2005




















Museu de Arte Contemporânea, Nova York, 2005












Museu de Arte Contemporânea, Kazanawa, Japão, 2003

quarta-feira, 17 de março de 2010

Aniversário do Blog

Hoje, dia 17 de março de 2010, este blog completa 1 ano de existência.
Neste período, muitos textos foram por mim escritos e aqui postados, principalmente sobre arquitetura e história, os "carros-chefes" deste blog.Mas escrevi também sobre outro temas de meu interesse e creio eu também do interesse de muitos dos frequentadores deste espaço.Fotografias e vídeos foram incluídos para um melhor esclarecimento dos assuntos tratados.
Gostatia de agradecer a todos que de uma forma ou de outra colaboraram até aqui para o sucesso deste espaço.Sem o comentário de vocês, este blog não teria razão de existir.Não importa se o comentário for crítico ou não, pois de uma forma ou de outra sempre temos algo de bom para aproveitar e melhorar este espaço.
Procurei neste 1° ano de existência levar aos internautas um pouco desta arte fascinante que é a arquitetura.Também procurei mostrar um pouco da história de Encruzilhada do Sul, esta terra que tem um legado imenso para a história não só do Rio Grande do Sul, mas também do Brasil.
Espero que muitos outro aniversários venham para este blog, pois da minha parte continuo a escrever e levar a todos um pouco de história e arquitetura.E mais uma vez obrigado a todos que colaboram com este espaço.
At.
Eder Santos Carvalho

segunda-feira, 15 de março de 2010

Novidades da Feira Revestir 2010

Vídeo do site Casa.com.br mostra as novidades em porcelanato na Feria Revestir 2010.



Crédito do vídeo: http://casa.abril.com.br/index.shtml

domingo, 14 de março de 2010

Forças da Natureza x Arquitetura

A força da natureza sempre foi temida pelo homem. Principalmente agora, com toda a destruição predatória que estamos causando ao planeta, ela parece cada vez mais forte e com maior poder de destruição.As tragédias que têm acontecido neste começo de ano nos dão um mostra dessa força.As enchentes no sul e Sudeste, as secas no Nordeste do Brasil e principalmente a tragédia do terremoto no Haiti.Isso tudo impõe uma reflexão urgente sobre a ação predatória do homem no planeta e também como a arquitetura pode ajudar no planejamento ambiental de nossas cidades.
A sociedade moderna, individualista, consumista, é displicente demais para imaginar que as encostas de montanhas e morros possam “derreter” numa noite e dizimar famílias que ali se encontram. Pensamos apenas em nossa individualidade, queremos a vista mais bonita da montanha, do mar, nem que para isso precisamos construir em cima de pedras, sem se importar com os riscos.E isso vale não apenas para a sociedade dita esclarecida, e sim para todas os moradores dessas encostas, desde casarões até o mais simples casebre de zinco, sempre sob o olhar condescendente de políticos que só se importam como o voto e para consegui-lo são capazes de fazer loteamentos em áreas de risco, sem a mínima segurança e infra-estrutura.Não será a hora de buscarmos o passado político dos candidatos e fazermos uma escolha mais consciente na próximas eleições?
E em que ponto a arquitetura pode ajudar a melhorar essas questões?A primeira idéia que surge é no tocante ao planejamento urbano. Cidades bem planejadas correm menor risco de serem inundadas por enchentes ou devastadas por terremotos.Faz –se mister esclarecer que no Brasil os maiores problemas são provocados por enchentes.Não faz parte do contexto urbano brasileiro e experiência de catástrofes provocadas por guerras, furacões ou terremotos. Se toda essa intensidade de chuva se prolongar nos próximos anos, teremos um desafio para engenheiros, arquitetos e legisladores. Teremos que mudar nosso jeito de projetar.
A arquitetura pode ajudar no desenvolvimento de novas técnicas construtivas para habitações populares, pode influenciar positivamente uma melhor distribuição espacial dos bairros, evitando a ocupação de áreas de risco. Pode também influenciar uma melhor organização do tráfego urbano, espaços de convivência (praças, parques) e também na preservação do patrimônio histórico, evitando sua destruição e que novas construções irregulares venham ocupar seu lugar.Mas, além das discussões sobre novas formas de projetar, a questão também diz respeito à vontade política de fazer valer o uso adequado do solo.Na maioria dos casos de enchentes, temos um vetor: ocupação irregular.Cobra – se também aqui uma maior participação dos arquitetos no tocante ao planejamento urbano.
A intenção desse artigo é mostrar como a arquitetura pode ajudar a melhorar o panorama das nossas cidades. O arquiteto tem que estar à frente do planejamento urbano, participando ativamente de processos de decisão, buscar novas técnicas construtivas que visem melhorar a estrutura das edificações e buscar uma interação maior com outros profissionais.Todavia,mais importante que todas as colocações anteriores, é o comprometimento do poder público nos projetos e organização das políticas de urbanismo e uso do solo.Cabe então a sociedade constituída a tarefa de fiscalizar esses projetos.Só assim teremos condições de habitar cidades mais saudáveis e humanas.

Eder Santos Carvalho
Agradecimentos: às amigas Carina, Potira e Beatriz pelas dicas

domingo, 7 de março de 2010

O Papel do Arquiteto na Cidade Contemporânea

Já faz um tempo que aconteceu este simpósio, em outubro do ano passado.Mas sempre é válido assistir ao vídeo e ver como profissionais renomados definem o papel dos arquitetos na construção da cidade contemporânea.
Crédito do vídeo: http://www.youtube.com/tvcasa#p/u/42/BiYBekNAmc0

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Monumentos de Encruzilhada do Sul

Um monumento é uma estrutura construída por motivos simbólicos e/ou comemorativos, mais do que para uma utilização de ordem funcional. Os monumentos são geralmente construídos com o duplo propósito de comemorar um acontecimento importante, ou homenagear uma figura ilustre, e, simultaneamente, criar um objecto artístico que aprimorará o aspecto de uma cidade ou local. Estruturas funcionais que se tornaram notáveis pela sua antigüidade, tamanho ou significado histórico, podem também ser consideradas monumentos. (Definicão da Wikipédia para Monumentos)
Em Encruzilhada do Sul, cidade histórica do Rio Grande do Sul, temos vários monumentos espalhados pela cidade homenagendo figuras ilustres do município, imagens de santos e também figuras que se destacaram a nivel nacional.
Vou mostrar nas fotos abaixo esses monumentos que embelezam nossa cidade e reavivam nossa memória para como aqueles que marcarm a história.
















Monumento ao Dr. Clóvis Itaqui Trindade, um
grande médico do município
















Monumento em homenagem à Rui Barbosa
















Monumento em homenagem a Felipe Noronha,
figura ilustre do município
















 

Altar da Pátria, onde se celebra o dia da Indepêndencia
e onde se acende o fogo simbólico da Revolução Farroupilha
















Tribuna onde se localizava uma fonte de água. Usada no passado para discursos
















Monumento em homenagem ao Barão do Rio Branco.















 

Monumento em homenagem ao Centenário do Município (1849-1949)
















Monumento em homenagem aos 150 anos da Revolução Farroupilha















 

 Monumento em homenagem ao Marinheiro João Cândido, o "Almirante Negro"















 

Monumento em homenagem à Santa Bárbara, Padroeira do Município
















Monumento em homenagem à Tiradentes















 

Monumento em homenagem à São Cristóvão, padroeiro dos motoristas

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Frank Lloyd Wright - Taliesin - Wisconsin - EUA

Uma casa e sua Colina

“Taliesin deveria ser uma combinação de pedra e madeira da mesma forma que esses materiais se encontravam nas colinas do entorno”
“Nenhuma casa deveria ser colocada sobre uma colina ou sobre qualquer coisa. Ela tem que ser parte da colina, pertencer a ela.”

Frank Lloyd Wright

A integração entre natureza e arquitetura: a síntese da arquitetura orgânica de Wright. Esta é a melhor definição para a casa de Taliesin, o refúgio de um dos maiores arquitetos da história.
Construída em 1911, foi destruída por um incêndio criminoso em 1914, reconstruída, foi novamente atacada pelas chamas em 1925. Obstinado, Wright a reconstruiu novamente, e ali montou uma escola de arquitetura.
Os materiais são típicos da região de Wisconsin. O limestone, cortado em filetes, compõem paredes e pavimenta terraços e pátios da casa, que abraça a colina como se brotasse da mesma.A implantação favorece a captação de mais luz solar no inverno e menos no verão.
Compartimentada, a planta se desdobra em ambientes com funções específicas, como saletas e vestíbulos – um programa condizente com a época. Wright usava a variação do pé-direito para alternar a sensação de acolhimento com a de liberdade.Nas peças de decoração está expressa sua paixão pela arte oriental.
No pátio, a sensação de fechamento com os jardins, em oposição à natureza aberta do lado de fora. A casa se revela aos poucos, numa alternância sutil entre os espaços internos e externos.
Crédito das fotos: Revista Arquitetura & Construção.








































































































































sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Legislação Nacional sobre Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Decreto – Lei 25/37: Este decreto foi instituído no Governo de Getúlio Vargas em 1937.Como a Carta de Veneza, de 1964, o Decreto – Lei serve foi criado como forma de proteger as obras que contribuíssem para a formação da identidade nacional.Resultante das idéias do Estado Novo institui o patrimônio histórico e artístico nacional e organiza sua proteção.Foi a primeira Legislação instituída no Brasil para a proteção do Patrimônio Histórico, e ainda hoje é usado como base na elaboração das legislações federais, estaduais e municipais.

Segue a transcrição dos principais artigos do Decreto – Lei 25/1937:

O presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, Getúlio Vargas, no uso de suas atribuições decreta:

Capítulo I – Do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Artigo 1º - Constitui o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto de bens móveis e imóveis existentes no País e cuja conservação seja de interesse público, que por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico.

§ 1º - Os bens a que ser refere o presente artigo só serão considerados parte integrante do patrimônio histórico e artístico nacional depois de inscritos separada ou agrupadamente num dos quatro Livros do Tombo, de que trata o Artigo 4º desta lei.

§ 2º - Equiparam-se aos bens a que se refere o presente artigo e são também sujeitos a tombamento os monumentos naturais, bem como os sítios e paisagens que importe conservar e proteger pela feição notável com que tenham sido dotados pela natureza ou agenciados pela indústria humana.

Artigo 2º - A presente lei se aplica às coisas pertencentes às pessoas naturais, bem como às pessoas jurídicas de direito privado e de direito público interno.

Artigo 3º - Excluem-se do patrimônio histórico e artístico nacional as obras de origem estrangeira.

Capítulo II – Do Tombamento

Artigo 4º - O Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan) possuirá quatro Livro de Tombo, nos quais serão inscritas as obras a que se refere o Artigo 1º desta lei, a saber:

1°) no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, as coisas pertencentes às categorias de arte arqueológica, etnográfica, ameríndia e popular, e bem assim as mencionadas no § 2º do citado Artigo 1º;

2°) no Livro do Tombo Histórico, as coisas de interesse histórico e as obras de arte históri

3°) no Livro do Tombo das Belas-Artes, as coisas de arte erudita nacional ou estrangeira;

4°) no Livro do Tombo das Artes Aplicadas, as obras que se incluírem na categoria as artes aplicadas, nacionais ou estrangeiras.

§ 1º - Cada um dos Livros de Tombo poderá ter vários volumes.

Artigo 6º - O tombamento de coisa pertencente à pessoa natural ou à pessoa do direito privado se fará voluntária ou compulsoriamente.

Artigo 7º - Proceder-se-á ao tombamento voluntário sempre que o proprietário o pedir e a coisa se revestir dos requisitos necessários para constituir parte integrante do patrimônio histórico a artístico nacional, a juízo do Conselho Consultivo do Sphan, ou sempre que o mesmo proprietário anuir, por escrito, à notificação, que se lhe fazer, para a inscrição da coisa em qualquer dos Livros do Tombo.

Artigo 8º - Proceder-se-á ao tombamento compulsório quando o proprietário se recusar a anuir à inscrição da coisa.

Capitulo III – Dos Efeitos do Tombamento

Artigo 11º - As coisas tombadas, que pertençam à União, aos Estados ou aos Municípios, inalienáveis por natureza, só poderão ser transferidas de uma à outra das referidas entidades.

Parágrafo Único: Feita a transferência, dela deve o adquirente dar imediato conhecimento ao Sphan.

Artigo 14º - A coisa tombada não poderá sair do país, senão por curto prazo, sem transferência de domínio e para fim de intercâmbio cultural, a juízo do Conselho Consultivo do Sphan.

Artigo 17º - As coisas tombadas não poderão, em caso nenhum, ser destruídas, demolidas ou mutiladas, nem, sem prévia autorização especial do Sphan, ser reparadas, pintadas ou restauradas, sob pena de multa de cinqüenta por cento do dano causado.

Parágrafo Único: Tratando-se de bens pertencente à União, aos Estados ou aos Municípios, a autoridade responsável pela infração do presente artigo incorrerá pessoalmente na multa.

Artigo 18 – Sem prévia autorização do Sphan, não se poderá, na vizinhança da coisa tombada, fazer construção que lhe impeça ou reduza a visibilidade, nem nela colocar anúncios ou cartazes, sob pena de ser mandada destruir a obra ou retirar o objeto, impondo-se neste caso multa de cinqüenta por cento do valor do mesmo objeto.

Artigo 19º - O proprietário de coisa tombada, que não dispuser de recursos para proceder às obras de conservação e reparação que a mesma requerer, levará ao conhecimento do Sphan a necessidade das mencionadas obras, sob pena de multa correspondente ao dobro da importância em que for avaliado o dano sofrido pela mesma coisa.

§ 1º - Recebida à comunicação, e consideradas necessárias às obras, o diretor do Sphan mandará executá-las, e expensas da União, devendo as mesmas ser iniciadas dentro do prazo de seis meses, ou providenciará para que seja feita a desapropriação da coisa.

§ 2º - À falta de qualquer das providências previstas no parágrafo anterior, poderá o proprietário requere que seja cancelado o tombamento da coisa.

§ 3º - Uma vez que verifique haver urgência na realização de obras e conservação ou reparação em qualquer coisa tombada, poderá o Sphan tomar a iniciativa de projetá-las e executá-las, a expensas da União, independentemente da comunicação a que alude este artigo, por parte do proprietário.

Artigo 20º - As coisas tombadas ficam sujeita à vigilância permanente do Sphan, que poderá inspecioná-las sempre que for julgado conveniente, não podendo os respectivos proprietários ou responsáveis criar obstáculos à inspeção, sob pena de multa, elevada ao dobro em caso de reincidência.

Artigo 21º - Os atentados cometidos contra os bens de que trata o Artigo 1º desta lei são equiparados aos cometidos contra o patrimônio nacional.

Palácio do Catete

Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1937.


Referências:

- Manual do Patrimônio Histórico Edificado da UFRGS: Cartas Patrimonias e Legislação -Secretaria do Patrimônio Histórico da UFRGS - Coordenador: Rogério Pinto Dias de Oliveira

- http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Decreto-Lei/Del0025.htm - Acessado em 20/01/2010.