quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Exposto ao público o papiro que revela o “mistério” da construção da Grande Pirâmide


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Falta de Investimento Põe em Risco Existência do IPHAN, Alerta Presidente do Instituto

A presidente do Iphan, Kátia Bogéa, ressaltou que, em 80 anos, só foram realizados dois concursos públicos e o Iphan tem hoje 516 cargos vagos, comprometendo o trabalho em todo o País.
A Comissão de Cultura da Câmara realizou audiência pública (nesta quinta-feira, 9) para discutir a manutenção e preservação do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Sob os cuidados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan, há oito décadas, o patrimônio nacional está ameaçado por falta de condições de o órgão realizar suas incumbências.
A presidente do Iphan, Kátia Bogéa, alertou os parlamentares para o risco do fechamento do instituto. Ela ressaltou que, em 80 anos, só foram realizados dois concursos públicos e o Iphan tem hoje 516 cargos vagos, comprometendo o trabalho em todo o País.
“Hoje nós temos para cuidar de todo o patrimônio brasileiro com 27 superintendências, 28 escritórios técnicos apenas 678 servidores, dos quais 480 se aposentam em dois anos. Portanto, se nada for feito, a instituição simplesmente fecha as portas.”
Katia Bogéa informou que o Programa de Aceleração do Crescimento dedicado às cidades históricas previa para este ano um orçamento de 250 milhões de reais, mas sofreu contingenciamento de 61%.
O deputado Cabuçu Borges, do PMDB do Amapá, afirmou que não cabe à Câmara definir o orçamento para o Iphan, mas o governo federal precisa estar atento para que o instituto não feche as portas por falta de recursos.
“O governo federal tem que se mobilizar para apresentar um concurso público, para recompor a mão de obra e também colocar no orçamento e garantir que esse orçamento seja devidamente executado porque assim o órgão pode ter sua plenitude na execução do trabalho.”
O Iphan é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura, e é responsável pelo reconhecimento de bens culturais de natureza material e imaterial, além de estabelecer as formas de preservação desse patrimônio: o registro, o inventário e o tombamento.
Por Karla Alessandra
Fonte original da notícia: Rádio Câmara
Foto: Divulgação/Internet

domingo, 29 de outubro de 2017

Memorial projetado por Niemeyer em homenagem a Prestes é inaugurado em Porto Alegre

Solenidade foi marcada por discursos de lideranças de esquerda e ataques a Michel Temer 

Neste sábado (28), ocorreu a cerimônia de inauguração do Memorial Luiz Carlos Prestes. Construído na Avenida Beira-Rio, próximo à sede da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), é a primeira obra de Oscar Niemeyer em Porto Alegre. 

Cerca de 400 pessoas participaram do evento, que foi marcado por discursos de políticos de esquerda. Na ocasião, Olívio Dutra (PT), ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador, contou que Niemeyer não apenas tomou o projeto como prioridade, como também destacou que não cobraria nada porque era muito amigo de Prestes. A deputada federal Maria do Rosário (PT) também discursou, destacando que o memorial "representa a unidade da esquerda", e Ciro Gomes (PDT) opinou:

— Pode se amar, pode se odiar, mas ninguém pode ser neutro na passagem de Luiz Carlos Prestes na construção de um Brasil melhor. 

Vieira da Cunha, que, como vereador do PDT, apresentou na Câmara o projeto do memorial, foi homenageado. Nomes como os deputados estaduais Pedro Ruas (PSOL), Manuela D'Ávila (PCdoB) e Adão Villaverde (PT), o presidente da FGF, Francisco Novelletto, e o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke, também marcaram presença. A primogênita de Prestes, Anita Leocádia Prestes, enviou uma carta relatando que não pôde comparecer em razão de um acidente — sem dar mais detalhes — e grafou: " essa obra é um local privilegiado para a preservação dos ideais de Prestes".

A solenidade foi marcada por revolta contra o governo Michel Temer (PMDB). Em vários momentos, os presentes gritaram: "Fora Temer". 

No começo da solenidade, os convidados assistiram a um vídeo contando a história do líder comunista. Quando falhou a sonoplastia e o Hino Nacional não começou, Ciro Gomes e Olívio Dutra puxaram coro, para a entonação à capela. 

O memorial não é consenso: os últimos dias foram marcados por movimentos contrários à inauguração. No domingo passado, integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) organizaram um protesto em frente ao prédio e, na quarta-feira, a Câmara Municipal se dividiu a respeito de um projeto do vereador Wambert Di Lorenzo (Pros) que pretendia mudar a destinação do imóvel. A matéria acabou rejeitada por 19 votos a 13. 

SOBRE O MEMORIAL: 

Se em 1998 a pedra fundamental foi lançada, o acordo que possibilitou a construção do Memorial Luiz Carlos Prestes demorou mais uma década para ser firmado. Em 2008, a Federação Gaúcha de Futebol recebeu 50% do terreno para construir sua sede ali e se comprometeu a executar a obra do memorial — investiu cerca de R$ 12 milhões na obra. 

A obra tem aproximadamente 700 m². Paulo Sergio Niemeyer, que criou o projeto com o bisavô, ressaltou a ZH, em setembro, a "pureza e simplicidade ímpares" do prédio. Fechada com vidro, a edificação circular lembra uma nave flutuando, observa o arquiteto.

Niemeyer criou uma linha do tempo da vida de Prestes, contada nas curvas e retas de uma parede vermelha — cor inspirada no ideário comunista. O acervo de 135 fotografias espalhadas pelo memorial foi cedido por Anita Leocádia Prestes, filha do político. A parede leva os visitantes a um pequeno auditório, com 25 lugares.

Um segundo ambiente, amplo e também marcado pelas curvas vermelhas projetadas por Niemeyer, deve ser utilizado para exposições itinerantes que dialoguem com o tripé do memorial, que homenageia o líder patriota, revolucionário e comunista.

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2017/10/memorial-projetado-por-niemeyer-em-homenagem-a-prestes-e-inaugurado-em-porto-alegre-cj9cafoeq034n01o66xa5138b.html
 















Mateus Bruxel / Agencia RBS

















Mateus Bruxel / Agencia RBS


















Mateus Bruxel / Agencia RBS

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Cidade conquistada por Alexandre, o Grande, é descoberta no Iraque

Matheus Gonçalves
Uma cidade perdida que foi invadida por Alexandre, o Grande, em sua conquista à Pérsia, finalmente foi descoberta no Iraque, décadas depois de ter sido vista pela primeira vez em imagens de satélite.
O local, chamado Qalatga Darband, estava na rota que Alexandre o Grande tomou ao perseguir o governante persa Dario III, em 331 AC, antes da batalha épica em Gaugamela. O sítio tem sinais de influência greco-romana, incluindo prensas de vinho e estátuas esmagadas que podem ter retratado os deuses Perséfone e Adônis.
“Estamos nos primeiros dias, mas pensamos que teria sido uma cidade movimentada em uma estrada do Iraque para o Irã. Pode-se imaginar pessoas que fornecem vinho para soldados que passam”, disse o historiador John MacGinnis, do British Museum.
Dados de espionagem surpreendentes
Na década de 1960, as imagens de satélites espiões estadunidenses revelaram a existência de um sítio antigo, perto da passagem rochosa Darband-i Rania, no Iraque. Quando os dados finalmente foram publicados, arqueólogos do British Museum os examinaram. Mais tarde, imagens de drones na área revelaram vários blocos de pedra calcária, bem como a sugestão de grandes edifícios enterrados sob o solo. No entanto, quando os arqueólogos conheceram a existência do local, a instabilidade política dificultou o estudo da região, disseram eles.
Somente nos últimos anos, a área tornou-se segura o suficiente para que os arqueólogos britânicos observassem de perto. Quando o fizeram, encontraram uma enorme quantidade de artefatos antigos. A cerâmica encontrada sugere que pelo menos uma área de Qalatga Darband foi fundada durante os séculos II AC e II pelos selêucidas, povo helenístico que governou depois de Alexandre o Grande, de acordo com um comunicado. Mais tarde, os selêucidas foram derrubados e seguidos pelos partos, que podem ter construído muros de fortificação extra para proteger contra os romanos que estavam em expansão nesse período.
O sítio contém um grande forte, bem como várias estruturas que provavelmente são prensas de vinho. Além disso, dois edifícios utilizam telhas de terracota, que são características da arquitetura greco-romana da época.
No extremo sul do local, os arqueólogos encontraram uma grande quantidade de pedras, sob as quais havia uma gigantesca estrutura semelhante a um templo. O prédio continha estátuas esmagadas que pareciam deuses gregos. Um, de um homem nu, provavelmente seria Adônis, enquanto outra figura feminina sentada provavelmente era a deusa Perséfone, de acordo com o comunicado.
Nas proximidades de Darband-I Rania, os arqueólogos também descobriram evidências de um assentamento ainda mais antigo. Essa fortaleza provavelmente data do período assírio, aproximadamente no século VII AC. O forte tinha paredes de 6 metros de espessura e era provavelmente uma maneira para os assírios controlar o fluxo de pessoas através da passagem. No mesmo local, os arqueólogos descobriram um túmulo com uma moeda que data do período dos partos, disseram os pesquisadores.
O túmulo traz a inscrição “Rei dos reis, benéfico, o justo, o manifesto, amigo dos gregos, este é o rei que lutou contra o exército romano liderado por Crasso em 54/53 AC”.
Essa inscrição sugere que a sepultura pertence ao rei Orodes II, que governou entre 57 AC e 38 AC, e pode ter se referido a um período em que os romanos tentaram conquistar os partos. Os partos desviaram esse ataque com arqueiros a cavalo que, de acordo com a declaração.
Traduzido e adaptado de Live Science.







A cidade perdida foi encontrada perto do monte rochoso Darband-i Rania nas Montanhas Zagros, no Iraque.
Crédito: The British Museum

sábado, 14 de outubro de 2017

Exposição inédita aborda quatro icônicas casas de vidro modernas

PROJETOS DE MIES VAN DER ROHE, PHILIP JOHNSON, CHARLES E RAY EAMES E LINA BO BARDI SÃO TEMA DA MOSTRA REALIZADA NA CASA DE VIDRO, EM SÃO PAULO

A exposição inédita “Casas de Vidro - História e Conservação” será aberta ao público na próxima quinta-feira, 12 de outubro, na Casa de Vidro - sede do Instituto Bardi, localizada no bairro do Morumbi, zona sul da capital paulista. 
O objetivo é abordar a utilização intensiva do vidro na arquitetura, tendo como eixo central a comparação entre casas de vidro projetadas por importantes arquitetos do século 20: Philip Johnson, Charles e Ray Eames e Mies Van Der Rohe, nos Estados Unidos; e Lina Bo Bardi no Brasil.
Composta por 20 expositores, a mostra na Casa de Vidro conta com imagens de arquivo, estudos e comparações entre os arquitetos, suas poéticas de trabalho, métodos, referências e a vida íntima de cada um. Também serão exibidas 12 maquetes produzidas especialmente para o evento.
Na quarta-feira, 11 de outubro, às 19h, o Instituto Bardi promoverá um painel de debate relacionado à temática da exposição "Casas de Vidro-História e Conservação" no auditório do Museu de Arte de São Paulo (Masp).
Aberto e gratuito, o evento tem mediação do curador da mostra Renato Anelli e a presença dos diretores e curadores das quatro casas de vidro: Sol Camacho (Instituto Bardi/Casa de Vidro), Maurice Parrish (Farnsworth House), Lucia Atwood (Eames Foundation), Hilary Lewis e Scott Drevnig (The Glass House – Philip Johnson).
A exposição complementa o projeto da Casa de Vidro dos Bardi, apoiado pela Getty Foundation por meio do programa Keeping it Modern, em desenvolvimento por uma equipe do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.

Exposição "Casas de Vidro-História e Conservação"
Local Casa de Vidro
Endereço R. General Almério de Moura, 200, Morumbi, 
São Paulo - SP
Período 12 de outubro de 2017 a 4 de março de 2018
Visitação De quinta a domingo, em horários específicos: 10h15, 11h45, 14h e 15h30
Entrada R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (meia)
Informações (11) 3744-9902
Visitas educativas agendamentoeducativo@institutobardi.org
Publicada originalmente em ARCOweb em 03 de Outubro de 2017

Fonte: http://www.arcoweb.com.br/noticias/arquitetura/exposicao-inedita-aborda-quatro-iconicas-casas-de-vidro-modernas



















Casa de Vidro, São Paulo (Foto: Cortesia do Acervo Instituto Bardi / Casa de Vidro)














Eames House, Pacific Palisades, California. USA (Foto: Cortesia da Eames Foundation)

















Farnsworth House, Plano Illinois. USA (Foto: Cortesia Farnsworth House)



















Philip Johnson Glass House, New Canaan, Connecticut. USA (Foto: Cortesia The P.J. Glass House)